This is not the end
Me arrastando pelas ruas da cidade, ouso interromper o meu longo percurso feito de cabeça baixa procurando o sol algures. E encontrei o sol mais depressa que imaginava.
Encontro o J gingando daquele jeito que só ele sabe, com os seus headphones. Não o esperava encontrar tão cedo, não depois do escandaloso drama de que fomos vítimas. Fiquei imóvel, sem saber o que dizer, ou como me sentir. Não sabendo se deveria dizer "Olá" e parar para conversar ou simplesmente acenar a cabeça. A verdade é que os meus earphones estavam no máximo, ele ainda nem sequer me havia visto e eu podia simplesmente fingir não o ter visto ou ir de encontro a ele, forçando-o a ser ele a cumprimentar-me. "Não, Tânia! Nunca tiveste medo de enfrentar ninguém. Muito menos agora!". E foi convicta de que seria o melhor a fazer que tirei os meus earphones e me dirigi a ele a passadas largas.
Apesar de tentar parecer decidida e certa do que estava a fazer, me sentia tremendo. E foi timidamente que lhe toquei no ombro e lhe disse "Olá". Levantou a cabeça e, surpreso, retorquiu-me um "Olá" simples e algo frio.
Nós tínhamos de falar daquilo pessoalmente. Não lhe pediria que esquecesse, apenas que se apercebesse que não tinha total responsabilidade do lamentável episódio. E falámos, refletimos e chegámos à conclusão que não fazia sentido chatearmo-nos por algo da qual eu não tive culpa (não diretamente). Então fizemos as pazes, e no meio da rua deu-me um beijo, como se nada fosse. Algo que me deixou feliz para o resto do dia...
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